EXCELÊNCIA NA PRODUÇÃO

Nossa linha de Produção justifica a excelência dos nossos produtos

“O diferencial da DELRIO é que ela não se preocupa somente com a produção e com as tecnologias, mas também com as pessoas”.

A linha de produção da DELRIO prima não somente pela modernidade e eficiência dos equipamentos, mas acima de tudo, que ela seja um lugar agradável para quem trabalha ou a visita. Muito bem que uma empresa precisa de uma bela fachada, de uma ótima recepção, contudo, é na linha de produção que você vê a cara e a alma da empresa. Ao perguntar ao chefe do setor, Fernando, o que mais chama a atenção na linha de produção da DELRIO, ele começa citando a qualidade do ambiente, o zelo com os equipamentos, a proteção aos que trabalham e o alto grau de higienização.

Fernando Carvalho – Chefe da Produção

“Em 2004, a serviço de uma empresa terceirizada, fabricante de pré-forma, vim conhecer a DELRIO para soprar as pré-formas e orientar os operadores sobre o processo. Dai fiquei impressionado com a estrutura que a empresa tinha, pois lá onde eu trabalhava a gente também fabricava refrigerantes, porém não via o zelo, a começar pelo piso em porcelanato, e toda uma estrutura como a DELRIO já tinha naquela época. Descobri que sempre foi um diferencial na DELRIO essa questão de investir em tecnologia, maquinário, em ter um galpão organizado… Coisas assim. É difícil você encontrar uma empresa na qual o dono prime pelo zelo, que tenha a visão de estar sempre investindo, inovado, onde outros só querem explorar, tirar dinheiro da empresa sem repor o necessário. Naquela época eu fiquei admirado com o piso bem azulzinho, as máquinas bem zeladas, com a boa manutenção, e dali a gente começou a conversar, gerou um “namoro” e eu acabei sendo contratado para trabalhar aqui, e de lá pra cá, graças a Deus a gente só tem crescido. Aqui a gente ajuda a empresa e ela nos ajuda, nos valoriza, incentiva o nosso crescimento através de treinamentos. Em troca a gente se dedica cada vez mais e se sente bem em trabalhar na empresa”.

RD – Como se dá o relacionamento da linha de produção com a diretoria da empresa?

Fernando – O Moacyr é um empreendedor irrequieto, que está sempre querendo mudar as coisas, isso, logicamente, com o intuito de melhorar. Ele gosta da qualidade e por isso investe no que há de melhor, facilitando o trabalho e assegurando o grau de excelência. Felizmente ele não mede esforços para atender as demandas e garantir a perfeita funcionalidade da linha de produção.

RD – Dentre as transformações ocorridas nos recentes anos, o que você elege como sendo as mais importante?

Fernando – Bom, de 2009 para cá nós temos encarado uma série de ampliações no espaço físico e modernizações em equipamentos, isso contando com o quer há de melhor no mercado nacional e estrangeiro. Adquirimos uma enchedora bem maior e mais moderna; montamos um sistema de refrigeração com Glicol, onde reduzimos o consumo de gás de cerca de duas toneladas para no máximo 80 quilos. Esse sistema evita o congelamento, já que ele vai trabalhar com temperaturas negativas de menos três, menos cinco graus. Então ele precisa de uma quantidade dessas de álcool, que é para ele não congelar. Nós conseguimos com esse novo sistema de refrigeração fazer com que todas as linhas, tanto vidro como 300 ml, como 2 litros, sejam carbonatadas e  gaseificadas com maior eficiência, assegurando uma qualidade melhor.

RD – Você poderia citar a mais recente das aquisições ?

Fernando – A mais recente aquisição tecnológica foi a linha de sucos. Até então a DELRIO só fabricava refrigerantes, produtos carbonatados. A gente não tinha tecnologia para fazer produtos pasteurizados. Então foram comprados  pasteurizador e, também, um sistema de CIP bem moderno, que é para fazer a higienização do processo.

RD – Já que falamos de higienização, e sabendo que a água fornecida pelo SAAE oscila em termos de composição, principalmente na coloração, o que a DELRIO faz para que essa problemática não interfira na qualidade de seus produtos?

Fernando – Eis uma informação importante para a população sobralense e ao público consumidor dos produtos DELRIO: esta empresa já dispõe de um moderno sistema de tratamento de água, capaz de garantir a qualidade da água fornecida pelo SAAE, que aqui é novamente tratada. Com esse novo sistema de ETA a gente pode receber água bruta do rio e tratá-la sem nenhum problema. Teve época em que o SAAE mandava água com a cor de barro. Hoje se ele mandar a gente trata.

RD – E quanto à produção propriamente dita, esta se ampliou mesmo em tempo de crise como agora?

Fernando – Sim, com certeza. A aquisição de uma Eza 5000 elevou a nossa produção e reduziu a necessidade de horas extras. A máquina anterior também produzia bastante, porém era necessário fazer hora extra, principalmente nos meses de final de ano quando tínhamos de trabalhar em três turnos. Muito embora essas horas melhorassem a renda dos funcionários, eles se cansavam bastante e se reclamavam, também. Com essa maquina a gente reduziu bastante a necessidade de horas, isso no início, pois a produção vem aumentando e sempre demanda de um maior esforço da produção.

RD – Que tipo de máquina era utilizado pela empresa até a aquisição da atual?

Fernando – A gente dispunha de MPs, que eram manuais. Na verdade nós tínhamos quatro máquinas e estas tinham capacidade  máxima de produzir 4.000 garrafas/hora. Com a nova máquina a gente consegue produzir 4.500 garrafas de 2 litros por hora. Então ela deu uma condição de produzir bem mais.

RD – Que outros setores sofreram mudanças dentro desse processo de ampliação°

Fernando – A xaroparia também passou por reformas visando à melhoria das condições de trabalho dos funcionários. Era nela que o açúcar era fervido, no entanto ela tinha uma rampa, que dificultava a subida do pessoal com a sacaria pesada até os tanques fervedores. Então a gente adquiriu uma calha dissolvedora, que deixou a rampa mais baixa. Hoje o funcionário apenas joga o açúcar dentro dela e ela dissolve com mais eficiência do que no processo antigo, quando o açúcar era somente jogado nos tanques e depois batido. Agora são duas bombas jogando água quente com alta pressão, fazendo com que o açúcar ferva e se dissolva com mais rapidez e precisão.

RD – Essas aquisições e mudanças comprometeram os espaços físicos da fábrica?

Fernando – Sim. Com a compra desses equipamentos nós ficamos sem espaço e tivemos que construir um galpão para o material de embalagem. Também fizemos um galpão para a expedição, porque a expedição ficava próxima da produção e isso dificultava o carregamento de caminhões. A gente carregava um caminhão por vez e hoje a gente carrega de quatro a cinco caminhões por vez, com o serviço de três docas trabalhando ao mesmo tempo, e desta feita, colocando os produtos nos dois lados do caminhão. Antes a gente colocava em apenas um lado e ai o carro saia torto para carregar o outro lado. Agora o carregamento é uniforme.

RD – O que mais pode ser enfocado neste contexto°

Fernando – Também compramos um tanque de CO2 novo. A gente tinha apenas um tanque de 12.000 quilos de gás e ao foi  adquirido um novo de 20.000 quilos, quando passamos a contar com um estoque de 32 toneladas de CO2. Trata-se um equipamento da mais alta qualidade, e que foi adquirido neste ano. Antes a gente fazia esse processo de CIP em apenas um tanque. Agora ele é feito em três tanques, o que agilizou o processo e faz com que a gente ganhasse tempo e mais eficiência no setor de higienização.

RD – De onde advêm os insumos utilizados na produção?

Fernando – Quase tudo vem de fora. Portanto, nós temos o cuidado de fazer um rodízio de estoque muito bem controlado em relação aos insumos. É preciso um controle eficiente na entrada e na saída, para que nunca falte matéria prima.

RD – No jardim da fábrica vê-se uma placa da CIPA citando que não há acidentes há mais de 300 dias. Como se justifica esse grau de segurança?

Fernando – Duas coisas são bastante visadas e exigidas na linha de produção: a higienização e a segurança. Nós não abrimos mão dos EPIs, e o nosso pessoal segue à risca as exigências e orientações, garantindo atividades saudáveis e para isso a empresa sempre devota grande preocupação no sentido de que o trabalho seja desenvolvido em espaços higienizados com as mínimas condições de risco.

RD – Estamos nos aproximando de um novo ano, e ai, quais são as expectativas da DELRIO em termo de crescimento e inovação?

Fernando – Nesta estrutura nós chegamos ao limite. Não tem mais para onde a gente crescer. O que se poderia fazer seria instalar um terceiro turno. Nós pretendemos comprar mais uma sopradora automática, rotativa, e até já vimos na feira, mas com o preço do dólar o projeto está parado, podendo ser reativado no próximo ano, quando deveremos tornar nossa linha autossuficiente e passar a planejar um crescimento na linha de sucos, onde a maquina que hoje faz refrigerante passaria a fabricar sucos.

RD – O Brasil inteiro fala em crise, porém a gente observa que a DELRIO permanece firme e que tal assunto não rola na empresa. Como se explica esse otimismo?

Fernando – Felizmente a crise não intimidou a DELRIO, que arregaçou as mangas e foi em frente. O Moacyr foi criticado por comprar uma linha de produção em plena época de crise, porém o investimento no suco está sendo bem sucedido. Ele é uma pessoa de grande visão e a DELRIO é uma empresa que trabalha com os pés no chão e a mente voltada para o futuro.

RD – Em sua opinião, dentre todos os ingredientes que asseguram o sabor e a qualidade dos produtos DELRIO, qual é o mais  eficaz?

Fernando – Olha, com toda certeza, o ingrediente que dá mais sabor e qualidade aos produtos da DELRIO é o amor dos que trabalham na empresa. Tudo o que é feito com amor sempre tem excelentes resultados. As pessoas que aqui trabalham gostam do que fazem. Elas não trabalham somente pelo que ganham, mas primeiramente pelo amor que tem à sua profissão e o compromisso de sempre fazer o melhor.

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